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Brincar é uma atividade tão corriqueira na infância que sua teorização resvala em certa obviedade. Todos podem testemunhar, cotidianamente, a necessidade que a criança tem de brincar e os avanços socioculturais que ela demonstra, quando tem seu tempo de fantasiar e brincar respeitado e potencializado. Um olhar mais atento à estrutura do brincar deixa a descoberto o processo da construção da subjetividade da criança, suas relações com o Outro da cultura de seu tempo histórico e a construção do objeto com o qual se produz um embate. Como a análise do brincar pode auxiliar na compreensão dos limites necessários ao fomento da subjetividade e da socialização na infância? É o que pretendemos discutir neste artigo.

As mudanças no laço social contemporâneo propõem uma grande oportunidade de repensar o lugar e os fundamentos da psicanálise. Com uma multiplicidade sintomática, os fenômenos relativos ao corpo se apresentam fomentando a ampliação das discussões sobre o tema do gozo, articulado ao discurso. Abordaremos aqui esta questão recorrendo a uma breve contextualização histórica dos modos de contemplação do corpo, até a atualidade, quando podemos perceber mudanças substanciais no gozo relativo ao corpo.

O presente trabalho parte da constatação que as condições sociais que sustentam o laço educativo têm sofrido grandes transformações nas últimas décadas, trazendo questões tanto para os que ocupam o lugar de educadores quanto para os que se situam como alunos. 

Mudanças nas relações sociais nas últimas décadas tem gerado um impacto indisfarçável em todas as esferas da cultura. Fala-se em pós-modernidade (BAUMAN, 1998), queda das identificações patriarcais; perda do valor social atribuído à autoridade institucional e desautorização docente (ESTEVE, 1999; PEREIRA, 2012). Pretendemos discutir este impacto na docência, através da análise do que vem a ser conhecer em Vigotski, Wallon e Freud, bem como discutir a necessidade de (re)construção do fazer docente na perspectiva das mudanças vigentes. 

O registro da presença de alunos com Altas Habilidades ou Superdotação (AH ou SD) tem ocorrido timidamente no ensino técnico e profissionalizante, pela dificuldade de compreender o conceito e seus indicadores. Este trabalho buscou identificar, analisar e sistematizar aspectos indicativos de superdotação em carreiras técnicas. O campo da pesquisa situou-se em escolas técnicas e a população alvo foi o professor.

No presente artigo, buscaremos pensar os efeitos da hegemonia do atual discurso médico-científico sobre o processo da adolescência, a partir da apresentação e discussão do caso de um jovem de 17 anos que acompanhamos durante os anos de 2013 e 2014 através de um projeto de pesquisa-intervenção, desenvolvido em ambulatório de saúde mental infanto-juvenil da cidade do Rio de Janeiro.

Estamos diante de um cenário nada aprazível. Depois de um golpe, que levou ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rouseff, temos vivenciado um cenário de grave crise política e econômica marcada por significativos cortes e suspensões em diversas áreas, que afetaram sobretudo a educação. Esse processo atingiu de modo categórico e terrível à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) que vem sendo desprezada pelos atuais governos e, por isso, enfrenta uma situação de precariedade nunca vista em sua história.

Dans cet essai nous nous demandons si et comment le lieu universitaire, l’identité et les sociabilités étudiantes favorisent l’engagement politique des jeunes dans le Brésil contemporain. Dans un premier temps, nous discutons les contributions récentes sur les processus de subjectivation politique des jeunes Brésiliens et sur les possibilités dont ils disposent pour produire un projet de transformation sociale et politique. Dans un second temps nous analysons les entretiens que nous avons menés avec des étudiants engagés dans des collectifs ayant coupé les ponts avec le mouvement étudiant conventionnel. 

The following article aims to discuss the conceptions of language proposed in Freud’s work, considering the specificity of the notion of representation, and to point out its consequences in clinical practice. In the representation theory, it is possible to conceive a notion of language characterized by heterogeneity (representation of the word and representation of the thing) that its effect of meaning is produced through a complex of associations and their linkage to an intensive approach (instinctual representative).

No presente trabalho tecemos uma reflexão sobre uma possível contribuição freudiana à educação a partir da centralidade da noção de infantil. Concebendo o infantil como determinante na constituição do sujeito, Freud propõe um caminho ao educador que seria uma aproximação à sua própria infância.