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Damos destaque, nesta edição, ao dossiê sobre a “Infância na América Latina” organizado por três pesquisadores argentinos: Pablo de Grande, da Universidade San Salvador; Valeria Llobet, da Universidade de San Martin; e Carolina Remorini, da Universidade Nacional de La Plata.

Este trabalho trata das expressões “sutis” de violência que ocorrem entre os jovens na convivência em grupos de pares na escola. Foi realizada uma pesquisa empírica em duas escolas do Rio de Janeiro para conhecer os atos “sutis” de violência e qual a relação destes frente às normas da escola e as normas de convivência grupal – instituídas pelos próprios grupos de amigos. 

Este trabalho discute a conjuntura de políticas científicas para a pós-graduação no contexto brasileiro, tendo em vista os modos de subjetivação que engendram para os pesquisadores/docentes nas universidades. Privatização, especialização e individualização parecem constituir três dimensões prevalentes dessas políticas, estabelecendo identificações e ações coletivas propensas a uma aceitação ao que está posto e a uma atitude de “reconciliação” com o sistema de desenvolvimento científico do país.

O artigo parte de uma recapitulação dos principais comentários feitos por Freud relativos à educação e prossegue acompanhando alguns trabalhos contemporâneos sobre o tema, nos quais os laços entre os dois campos – psicanálise e educação – são refeitos.

O texto aponta paradoxos e desafios relacionados às aproximações das tecnologias e mídias no âmbito da educação. Dialoga com o referencial sócio-histórico na construção dos sujeitos e os estudos latino-americanos de comunicação.

Muitos professores reclamam de falta de respeito e disciplina por parte de seus alunos. Em contraponto ao problema, o programa exibe um documentário que mostra algumas técnicas do livro Aula Nota 10, resultado de uma pesquisa norte-americana que apontou a importância do planejamento para garantir o bom desempenho.

Jailson de Souza e Silva *
A vida cotidiana nas favelas e periferias brasileiras é um mundo desconhecido para a grande maioria dos moradores da cidade que nelas não residem. Fascínio, preconceito e medo se entrelaçam nas falas dos moradores dos bairros formais ao tratarem dos habitantes desses espaços. E esse sentimento ainda é mais expressivo quando se fala dos jovens da periferia e da favela.

A noção ‘juventude’ invoca hoje um campo plural que compreende uma diversidade de definições e teorias sobre a especificidade do ser jovem. A própria definição de juventude proposta por organismos internacionais, como a UNESCO, tem sofrido revisões, o que mostra, no mínimo, a elasticidade e a efemeridade dos critérios que se julgam relevantes para delimitar este campo de estudos. Por outro lado, os movimentos juvenis nos espaços públicos, antes circunscritos às lutas estudantis, principalmente de universitários, hoje, se diversificam em torno de demandas e reivindicações culturais, de gênero, etnia e outras tantas, rearticulando a agenda de lutas da categoria ‘juventude’ frente à sociedade, e alavancando a organização de grupos e associações juvenis (Balardini, 2000).

Este capítulo trata de um trabalho desenvolvido a partir do Programa SBPC Vai à Escola, o qual foi criado e realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – seção Regional do Rio de Janeiro.

Eloir de Oliveira Faria *
Marilita Gnecco de Camargo Braga **